segunda-feira, 16 de março de 2009

Rosa, Esperança


Amigas do meu coração, sei que tenho sido um pouco negligente com vocês, mas espero que me perdoem e que compreendam.
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Não tenho dado, no meu blog, e só no blog, o realce que este vosso projecto merece, mas agora que perece que tudo voltou um pouco mais ao normal não podia deixar de vos homenagear.
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Mas para variar também quero fazer um apelo, como sabem, quando os bilhetes foram postos à venda, eu estava num stress desgraçado. E como tal, não me lembrei de fazer a reserva dos bilhetes para a grande estreia.
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Já houve umas almas caridosas que me despensaram 2 bilhetes, para este grande dia, mas precisavade mais 1. Portanto se alguma de vós tiver um bilhetinho a mais que me possa dispensar, eu ficaría eternamente grata.
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Foram todos com tanta sede ao pote, que na sexta-feira quando contactei a bilheteira, fiquei a saber que já não havia lugares. Vá lá é só um bilhete, até posso ficar de pé, ou sentada nas escadas, o que não posso é deixar de estar presente para vos abraçar neste dia tão especial.
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E agora algo sobre esta peça:
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"Encenador Rui Germano prepara “Rosa Esperança” em Rio Maior Uma peça de teatro contra o cancro da mama.

Primeiro foi mãe. Ultrapassou um cancro da mama há 26 anos. Depois a amiga Cláudia partiu muito cedo. “Rosa Esperança”, uma peça de teatro encenada por Rui Germano, conta histórias reais de sete mulheres que enfrentaram a doença e vai ser apresentada em Rio Maior.
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Um jovem encenador de Rio Maior, advogado de profissão, está a preparar um espectáculo de teatro baseado em histórias reais de mulheres que enfrentaram o cancro da mama. Rui Germano, 37 anos, é o “comandante”, como lhe chamam nos ensaios que decorrem no Cine-Teatro de Rio Maior aos domingos. Elas são sete mulheres com histórias diferentes, mas com uma coisa em comum: o cancro da mama.
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O projecto do grupo “Quem não tem cão” (http://equemnaotemcao.blogspot.com/) arrancou em Outubro e vai estrear a 4 de Abril na cidade. Qualquer semelhança com a realidade é intencional. A base é real, mas as experiências estão baralhadas propositadamente. “Realidade e a ficção estão de tal forma embrulhadas que nós próprios já temos dificuldade em perceber se isto foi mesmo assim ou não”, diz o encenador que reuniu as histórias de “Rosa Esperança”. Rosa, nome de mulher e da luta contra o cancro da mama. “Esperança porque é aquilo que todas as mulheres têm quando iniciam este processo”, diz o encenador.A história relata a evolução da doença. A descoberta, a ida ao médico, o medo do diagnóstico, o internamento, a cirurgia e os tratamentos. “Não há aqui traição, nem amor, nem suspense”, avisa o encenador."
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beijocas grandes Gigi.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Toma. Incha Porco! Parte II

Antes de mais quero, do fundo do meu coração, agradecer a todos vós que com a vossa energia positiva, fé e amizade, tornaram este dia possível.

Hoje o dia acordou com um sol magnífico e só isso me levou a pensar que podería ser um bom dia. E está a ser.

O Linfoma entrou novamente em remissão, não há qualuer vestígio de doença activa no meu corpo. Estou limpa, limpinha. O porco foi com os porcos.

Estou tão feliz, que nem tenho palavras, parece que ganhei o euromilhões ou melhor 2 milhões.

O médico até colocou a hipotese de não fazer rádio, mas depois achou melhor não arriscar e então vou fazer algumas sessões, só por prevenção. Aguardo consulta para saber mais pormenores.

Sinto uma nova energia dentro de mim, uma enorme vontade de viver, de saltar, sorrir etc.

Fui ter com algumas enfermeiras da Unidade de Transplantes de Medula e começamos todas a dançar no meio do corredor. Acham normal?

Gostaria de agradecer pessoalmente a todos, mas com mais de 100 comentários é um bocado díficil. Mas nunca vou esquecer o que fizeram para me ajudarem na minha luta.

E agora sabem o que vou fazer? Vou dormir a sesta, que esta semana não preguei olho.

Um beijo especial para todos.

Super Gigi (também conhecida por mata porcos)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Preciso da vossa ajuda

Já tenho dificuldade em comer e em dormir e sei que esta semana é muito importante para mim e para os meus. E é sem pudor, mas com muito carinho que venho pedir a vossa ajuda, peço que esta semana me incluam nas vossas orações. Não é importante qual a vossa crença, pois acredito que toda a ajuda é bem vinda.

Não vos pediría a vossa ajuda se não estivesse congelada de medo, quero muito receber boas notícias, espero e tenho esperança que tal aconteça, mas se houver uma corrente de boas energias pode ser que me possa ajudar.

Depois de mais de 2 anos de quimios e auto-transplante e agora recentemente tratamentos homeopáticos, gostava tanto de ver um pouquinho da luz ao fundo do túnel. Gostava de fazer rádio e estar um pouco mais descançada e celebrar a vida. Gostava de ter a confiança necessária para poder voltar a fazer planos a longo prazo.

4ª feira faço a bendita pet que me vai mostrar quanta actividade cancerisgena ainda existe no meu corpo e 5ª feira logo pela manhã tenho a consulta com os resultados dos exames.

A ansiedade é tanta que ignorei os concelhos médicos e fui jantar fora no fim-de-semana, quando só o devería fazer daqui a 3 meses. Mas tinha de desanuviar, já não aguentava estar em casa. E digo-vos que me soube muito bem, voltar a estar com amigos que não via há mais de 3 meses. No fim da noite voltei a sentir-me viva.

Ontém fomos até a Ericeira, dar uma voltinha à praia com a Matilda, só foi pena a ventania, mas foi óptimo para apanhar sol na careca.

Beijocas Gigi

O Fernando que conheço, tem um Linfoma, não me parece que seja a mesma pessoa.

domingo, 1 de março de 2009

LCD



Como estou neurótica, decidi ir às compras. Desta feita não foram roupas, foi uma televisão novinha em folha, um LCD. Já mereciamos um. Com as horas que passo em casa agarrada à tv, agora será mais agradavel.

Já fiz a tac, mas tive receio de perguntar pelo resultado, portanto agora novidades só dia 12. Até lá tenho de beber muito chá de camomila a ver se me acalmo.

De resto tudo bem, não tenho muito mais coisas para vos contar.

Beijocas.

Gigi

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Carnaval?

Não, não é uma foto de carnaval, é do Festivus. Eu de Mini e minha mãe de galinha (bastante apropriado).

Desculpem a ausência, mas ando um bocadito em baixo, sem vontade de escrever e um bocadito afastada destas coisas dos blogs. Mas quero que saibam, que não me esqueci de vocês. É apenas uma fase, que espero que passe depressa.

Tenho ido ao hospital 2 vezes por semana, a constipação virou infecção respiratória e tive de tomar outro antibiótico. A proteína C reactiva disparou e o médico ficou com receio que fosse o porco a dar o ar da sua graça. Felizmente que não, era mesmo só ranhoca da boa.

Finalmente foi marcada a tac (26/fev) e a Pet (11/mar), já estou num stress para saber se o linfoma ficou mais pequeno e circunscrito a só uma zona, para que possa fazer rádio. Nem imagino outro cenário que não este. Depois de 2 anos e meio de luta, não concebo outra possibilidade que não esta. Espero também que até lá os medicamentos homeopáticos também tenham começado a fazer efeito.

Depois a 15 de Abril, vou finalmente retirar um sinal que tenho na cabeça e que tem ar de vir a tornar-se cancro da pele. Agora que o cabelo começou a espreitar, lá vou eu ter de o rapar outra vez. A cirurgia estava marcada para dia 11 de Março, mas com a pet teve de ser alterada e no IPO não há vagas antes de 15 de abril. Paciência.

Finalmente vieram uns dias de sol e nós, para fugir às festas de carnaval viemos para o nosso refúgio. Como me tem sabido bem. Ao fim de quase 2 meses depois do transplante, consigo passear à beira mar e apanhar um pouco de sol. Ainda por cima levei uma rebocada do médico, por não andar o suficiênte. Os meus músculos estão todos presos e foi-me receitado caminhadas para me fortalecer.

Por hoje é tudo, uma grande beijoca

Gigi.



terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Festivus.....

O Festivus foi brutal, havis imensa comida e bebida e parece que toda a gente se divertio. Pena que a minha sogra não possa ter vindo, pois estava com uma gripe enorme e para não piorar e não me pegar ficou em casa.

Jantamos uns camarões de entrada ( eu não comi), depois um bacalhau com natas e por fim um lombo de porco. Havia imensas sobremesas, até demais e ficamos a conversa e por volta das 23h abrimos (quer dizer eu abri as prendas, pois eram quase todas para mim) e às 00h brindámos a chegada do novo ano.

Na sexa-feira anterio, fui finalmente a uma homeopata, que me receitou mil coisas para tomar, quando as fui haviar à farmácia até me faltaram as forças, 300€ foi a módica quantia que pagamos. Mas pronto, vou fazer esta experiência por dois meses, tempo que falta para fazer novo tac e nova pet e pode ser que com a ajuda dos deuses a coisa melhore. A médica não me fez qualquer promessa, mas eu tenho esperança que estes medicamentos me ajudem a acabar com o porco.

Quanto à dormência nas mãos e nos pés, começa finalmente a diminuir um bocadinho, mas ainda me chateia bastante e me impede de fazer montes de coisas, mas há que ser paciente e esperar que tudo isto passe.

Ainda não posso ter muits visitas, o que me deixa um pouco triste, pois tenho saudades da minha família mais alargada e de lguns amigos que não vejo há mais de 2 meses. Mas podemos sempre falar ao telefone e por mail o que ajuda a diminuir a distância.

Prometo em breve colocar aqui as fotos do Festuvus, só estou à espera que o meu cunhado mas mande por mail, malvado.

Beijos Gigi

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A Preparar o Festivus...

Perguntam vocês o que é o Festivus, e eu digo-vos. Festivus é a festa a celebração da vida, da esperança, é o Natal e a passagem de ano, que não tivemos oportunidade de celebrar este ano.

O Festivus será no sábado, e vamos finalmente estar juntos e trocar alguns presentes e pedir os 12 desejos à meia noite.

Espero sentir-me melhor, pois esta gripe apanou-me em força, tive de ir ao hospital na sexta-feira e para variar fiquei lá horas a fazer análises e rx para no fim me darem um anti-biótico. Enfim, começo a estar saturada de estar em casa, mas a verdade é que na rua também não dá para estar.

Sinto saudades do bom tempo, da praia, de passear, de jantar fora, de ir passar um fim-de-semana, viajar. Sinto-me uma pequena prisioneira, dentro da minha própria casa. Estou de baixa à 6 meses e não vislumbro, voltar a trabalhar tão depressa.

Anseio o momento de fazer os exames para saber se o auto-transplante funcionou e para saber quando é que começo a fazer a radioterapia.

Amanhã é dia de consulta de rotina e espero que esteja tudo bem.

Beijocas grandes.

Gigi