quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sugestão de leitura



Após o 25 de Abril de 74, os meus avós, maternos e paternos regressaram a Portugal, com eles trouxeram os meus pais, que já em Angola namoravam.


E mesmo tendo ouvido histórias do seu regresso e das suas vidas em Angola durante toda a minha vida, quando vi este livro, não resisti e comprei.


O autor era-me desconhecido (enquanto escritor), e apesar de ser novato na escrita de romances e o livro não ser nada de especial, gostei bastante. Imaginei como terão sido os últimos dias dos meus familiares, na terra que consideravam sua.


Não sei se é o apelo ao meu sangue africano, mas fiquei com vontade de me meter num avião e ir conhecer a terra onde os meus pais nasceram.

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Outubro, 1975. Quando o avião levantou voo deixando para trás a baía de Luanda, Carlos Jorge tentou a todo o custo controlar a emoção. Em Angola deixava um pedaço de terra e de vida. Acompanhado pela mulher e filhos, partia rumo ao desconhecido. A uma pátria que não era a sua. Joana não ficou indiferente ao drama dos passageiros que sobrelotavam o voo 233. O mais difícil da sua carreira como hospedeira. No meio de tanta tristeza, Joana não conseguia esquecer o olhar firme e decidido de Carlos Jorge. Não percebia porquê, mas aquele homem perturbava-a profundamente. Despertava-a para a dura realidade da descolonização portuguesa e para um novo sentimento que só viria a ser desvendado vinte anos mais tarde. Foram milhares os portugueses que entre 1974 e 1975 fizeram a maior ponte área de que há memória em Portugal. Em Angola, a luta pelo poder dos movimentos independentistas espalhou o terror e a morte por um país outrora considerado a jóia do império português. Naquela espiral de violência, não havia outra solução senão abandonar tudo: emprego, casa, terras, fábricas e amigos de uma vida.

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Bjs. Gigi

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Eu nunca mais aprendo.....

Quem me conhece bem sabe que eu advogo esta grande verdade que é: Não vale a pena sofrer por antecipação.


Pois é, mas por vezes, euzinha, eu mesma, a esqueço. Uma espécie de faz o que eu digo, mas nunca o que eu faço.


valeu a pena, todo este tempo a sofrer? valeu a pena tantas noites sem dormir? valeu a pena todas as unhas ruídas?


Desta vez, não. Finalmente saíram os meus resultados, estou toda boa e recomendo-me. A Pet, a Tac não detectou nenhuma alteração maligna. O linfoma continua em remissão.


O único senão, são os meus glóbulos brancos, que para a época continuam um pouco baixos, o que significa que as defesas continuam um pouco mais baixas do que era esperado, após 7 meses de transplante. Também os vermelhos estão um bocadinho preguiçosos, mas pronto....estão perdoados. Cada organismo é diferente e o que interessa é que do linfoma, não há sinal positivo.


E com estas tão boas notícias fui almoçar com as meninas (Manuela, Lou e CristinaJ) ao ar livre, tal como ainda estou obrigada e foi maravilhoso. Parece que somos amigas de longa data e desta vez toda a gente se portou bem. Não sei explicar mas estes encontros fazem-me sempre renascer, sentir grata por estar viva, feliz.


Ainda não tirei os pontos dos sinais que me foram retirados, 9 na perna e 4 no peito, se estes pontos se convertessem em prémios quase de certeza que já havia ganho uma viagem ou assim....
Kiss Gigi


quinta-feira, 9 de julho de 2009

Que stresssssssss.....

Aproxima-se a época de exames, não os da escola, que esses felizmente não fazem parte do meu quotidiano, mas o exames médicos. São os exames de rotina dos 6 meses após o transplante, que já estão um bocadinho atrasados, dado o elevado numero de doentes que neste momento estão a ser tratados no IPO.

Tenho TAC marcada para 21 e PET para 24, electrocardiograma, ecocardiograma, rx torax, provas de sopro, análises ao sangue, dia 3 de Agosto e consulta para saber os resultados dia 4.

Com esta história da gripe A estou outra vez em clausura, nada de supermercados, nem de grandes ajuntamentos, sair de preferência só de máscara, mas o ideal será ficar por casa.
Maldita gripe que acho que ainda me vai atrasar os planos de voltar a trabalhar em Outubro, como me havia sido prometido pela médica.

Bom, mas também não é o fim do mundo, pode ser que a dita vacina chegue a tempo e horas e depois de devidamente vacinada, lá possa eu voltar a tentar ter uma vida normal.

Finalmente consegui voltar a ler, não que tivesse desaprendido a juntar as letras ou que tivesse falta de visão, mas não me conseguia concentrar. Mas agora já consigo e estou a acabar um livro óptima, que depois digo-vos qual é.

Fiquei muito contente com os bons resultados de algumas meninas que mandaram o porco às urtigas. Parabéns.

Beijocas grandes para todos.
Gigi

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael Jackson morreu

Morreu ontem o rei da música pop.

O meu ídolo da juventude.

Lembro-me de ter no meu quarto, posters dele e da Madonna.

Lembro-me como se fosse hoje, quando fui ver o seu concerto ao estádio de Alvalade a 26/Set/1992, com a minha irmã Joana, a minha amiga Andreia e o pai da minha irmã Diana, o Fernando.

Tinha 14 anos e estava super animada, o concerto foi espetacular, durante anos não voltei a ver nada assim.

Só um doido como o meu querido Nandinho, teria levado 3 adolescentes para ver aquele concerto.

Foste a minha companhia em momentos bons e menos bons, ainda hoje tens lugar cativo no meu mp3.

Hoje só posso desejar que descances em paz.

Até sempre.
Gigi

segunda-feira, 22 de junho de 2009

I Encontro Rosa, Esperança - Fátima e Pia do Urso




Ontem foi o primeiro encontro do Rosa, Esperança.

Lá a muito custo, devido ao calor, fizemo-nos á estrada e resamos para que eu não me sentisse muito mal. E as nossas preces devem ter sido atendidas, não estivessemos nós em Fátima, porque correu tudo bem.

Por volta das 11h30m, dirigimo-nos para o parque de merendas, onde montámos o estaminé.

O espaço era muito agradável, estavamos à sombra graças ao Zé Manel, que foi guardar as mesas, estava fresco e foi com muito gosto que dividimos a merenda entre todos.

Apareceram cerca de 1oo pessoas, umas já velhas conhecidas, outras novas e foi muito bom.

Alda, tenho que te dar os parabéns pela ideia e também dar os parabéns às meninas da organização, como sempre estava tudo excelente.

Quando chegámos a casa estava de rastos, comi qualquer coisa e fui para a cama, porque o meu corpinho ainda não aguenta bem estas aventuras.

Resultado, foi maravilhoso e sem dúvida para repetir.

Beijocas
Gigi


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Quem passa por Alcobaça....

.... não passa sem lá voltar. E é bem verdade!

Hoje, dia do nosso 14º aniversário de namoro, fomos almoçar ao meu restaurante preferido em Alcobaça. Restaurante António Padeiro (http://www.antoniopadeiro.com/).

Almoçámos na espalanada com o Mosteiro em pano de fundo.

O restaurante é maravilhoso, come-se muito bem. Para quem não conhece, aconselho vivamente. Não deixem de comer todas as entradas, que além de serem maravilhosas, têm uma apresentação óptima. E com a barriguinha já aconchegada, uma dose, dá perfeitamente para 2 pessoas.

Para os campeões, ainda existe um rol de sobremesas divinas, mas confesso que nós nunca conseguimos lá chegar.

Só o café que é não é lá grande coisa, mas podem sempre ir bebe-lo a outro lado.

Foi um óptimo passeio, para celebrar, 14 anos juntos.
Love you.
Gigi










terça-feira, 9 de junho de 2009

Exposição de Fotografias


Vai estar patente de 6 a 28 de Junho, no Louresshopping, uma exposição de fotografia inserida no Projecto Mulheres e o Cancro da Mama - Rosa Esperança.
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Se puderem, não percam, é divina!!
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Acreditem que as imagens vos irão surpreender!
bjs. Gigi