quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Com amizade



Como eu gostaria de ser maior, ser mais, mais forte, mais sábia, mais amiga.


Ter o dom da palavra, para apaziguar corações, fazer sorrir, evitar que chorem.


Ter o poder da cura, para mim, para os meus, para outros.


Possuir o dom do perdão e não ligar a provocações.


Como gostaria que os meus braços fossem maiores e mais fortes, para poder abraçar todos os que sofrem e puxar alguns para que não se afoguem.


Mas principalmente, hoje, gostaria de não ter sido parca em palavras e ter dito à minha amiga Manuela, que a adoro, que sofro com ela e que quero que ela e todas as amigas do peito e do coração saibam que vivem em mim, que o meu coração tb bate por elas.


E apesar de todas as minhas fraquezas, por mim, pelos meus e por elas, quero e vou continuar a lutar, mesmo quando as lutas não são inteiramente minhas e quando julgava que as forças já se haviam acabado.


Porque posso não possuir todos os dons que fariam de mim uma pessoa melhor, mas sem falsas modéstia posso dizer que sou tua amiga e que estarei sempre aqui para te abraçar.


Com amizade

Gigi

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Mais uma sugestão de leitura



Pois é, eu avisei que havia recomeçado a ler.....

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No seguimento do meu despertar sobre este tema, encontrei este livro maravilhoso, não fala sobre Angola, mas sim da Guiné e de Moçambique.

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Apesar de se passar durante a guerra colonial, não deixa de ser um livro apaixonante e a forma como a história nos é apresentada, é bastante inovadora.

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Recomendável.

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No decorrer do mês de Dezembro, recebi mais um monte de cartas. Passei-as como quem folheia ansiosamente as folhas de um livro. Depois de me aperceber que o silêncio de Isabel permanecia, fui separando os envelopes, um a um: lá estavam a fiéis cartas da minha mãe, do meu pai, da Leonor. Mas senti um impulso de não as abrir. Naquele particular momento, sem influência do álcool, da noz de cola, só, naquela pujante e inebriante natureza, senti-me profundamente ligado a África e interiorizei que nunca mais de lá sairia. Em termos de paixão, só Isabel me ligava a Portugal.


Gigi

sábado, 8 de agosto de 2009

União Zoófila

Hoje demos um salto até à União Zoófila, para entregarmos uns donativos.
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Ração seca para cães e gatos, sacos de areia para gatos, refeições individuais húmidas para gatos, biscoitos para cães, ossos para cães e mantinhas.
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Este foi um donativo conjunto das famílias Gigi e Jota, Elisa e Guimo, Hélia e Zéla e Teresa e Nuno.

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O carro ia a abarrotar. Só em ração para cães transportámos 60 kg.

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Encontrámos no local, outras famílias que também haviam decidido fazer as suas doações e algumas que queriam ver os bichos para uma eventual adopção. O meu coração estava apertadinho.

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Só achei que as pessoas que nos receberam foram pouco simpáticas, não só para nós, como para outros casais. Mas enfim....

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O que interessa é que os bicharocos, já têm comidinha para mais uns dias e esse foi o real motivo que nos levou lá.

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Aproveitei para perguntar, quais eram neste momento as necessidades mais prementes e fui informada de que o que mais necessitam são sacos de areia para gatos, ração seca para gatos e medicamentos. O tipo de medicamentos podem consultar no site da União.

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Beijinhos Gigi

















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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Um presente diferente


Este ano que passou a minha família ofereceu-me como prenda de anos e natal, uma Smartbox - Escapada Zen.
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Trata-se de uma noite com pequeno-almoço e um tratamento de bem-estar para 2 pessoas num hotel de 4 estrelas num de 30 destinos à escolha.
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Até à data ainda não tinha podido usufruir deste magnífico presente, mas agora que finalmente estou um bocadinho melhor, resolvi pegar no guia, dar uma vista de olhos e escolher um dos destinos.
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Após uma avaliação criteriosa, seleccionei 3 de acordo com os seguintes requisitos, proximidade ( não vá a coisa dar para o torto e ter de ir de urgência para o hospital), perto da praia, para pelo menos, apanhar uma aragem, já que colocar os pés não é aconselhado, fosse um hotel ou residencial pequena, por causa das multidões e que o tratamento de bem-estar fosse uma massagem.
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Contactei a minha primeira escolha, via telefone e apesar de ninguém atender, decidi deixar uma mensagem no voice mail. 24h depois resolvi ir ao site e deixar uma mensagem escrita, para poder fazer a reserva. 48h depois decidi mandar um mail e confirmei com a própria Smartbox, se ainda esta pequena residencial fazia parte do acordo, o que me foi confirmado.
Resultado, nada. Não me respondem. Fico a pensar que este país não é normal. Relembro a altura em que quis ir para Amesterdão e que mandei um mail para um pequeno hotel no centro da cidade e que 20 minutos depois já tinha a confirmação. Numa altura de suposta crise, parece que esta gente não pretende turista portugueses. O que e uma pena.
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Por via das dúvidas, vou dar-lhes até 2ª feira para me responderem, caso contrário terei de seleccionar outro destino.
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Resumindo, para escapada zen, está a dar mais trabalho do que aquilo que deveria. Trata-se de um presente bem giro, mas só é pana não funcionar a 100%.
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Kiss Gigi.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sugestão de leitura



Após o 25 de Abril de 74, os meus avós, maternos e paternos regressaram a Portugal, com eles trouxeram os meus pais, que já em Angola namoravam.


E mesmo tendo ouvido histórias do seu regresso e das suas vidas em Angola durante toda a minha vida, quando vi este livro, não resisti e comprei.


O autor era-me desconhecido (enquanto escritor), e apesar de ser novato na escrita de romances e o livro não ser nada de especial, gostei bastante. Imaginei como terão sido os últimos dias dos meus familiares, na terra que consideravam sua.


Não sei se é o apelo ao meu sangue africano, mas fiquei com vontade de me meter num avião e ir conhecer a terra onde os meus pais nasceram.

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Outubro, 1975. Quando o avião levantou voo deixando para trás a baía de Luanda, Carlos Jorge tentou a todo o custo controlar a emoção. Em Angola deixava um pedaço de terra e de vida. Acompanhado pela mulher e filhos, partia rumo ao desconhecido. A uma pátria que não era a sua. Joana não ficou indiferente ao drama dos passageiros que sobrelotavam o voo 233. O mais difícil da sua carreira como hospedeira. No meio de tanta tristeza, Joana não conseguia esquecer o olhar firme e decidido de Carlos Jorge. Não percebia porquê, mas aquele homem perturbava-a profundamente. Despertava-a para a dura realidade da descolonização portuguesa e para um novo sentimento que só viria a ser desvendado vinte anos mais tarde. Foram milhares os portugueses que entre 1974 e 1975 fizeram a maior ponte área de que há memória em Portugal. Em Angola, a luta pelo poder dos movimentos independentistas espalhou o terror e a morte por um país outrora considerado a jóia do império português. Naquela espiral de violência, não havia outra solução senão abandonar tudo: emprego, casa, terras, fábricas e amigos de uma vida.

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Bjs. Gigi

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Eu nunca mais aprendo.....

Quem me conhece bem sabe que eu advogo esta grande verdade que é: Não vale a pena sofrer por antecipação.


Pois é, mas por vezes, euzinha, eu mesma, a esqueço. Uma espécie de faz o que eu digo, mas nunca o que eu faço.


valeu a pena, todo este tempo a sofrer? valeu a pena tantas noites sem dormir? valeu a pena todas as unhas ruídas?


Desta vez, não. Finalmente saíram os meus resultados, estou toda boa e recomendo-me. A Pet, a Tac não detectou nenhuma alteração maligna. O linfoma continua em remissão.


O único senão, são os meus glóbulos brancos, que para a época continuam um pouco baixos, o que significa que as defesas continuam um pouco mais baixas do que era esperado, após 7 meses de transplante. Também os vermelhos estão um bocadinho preguiçosos, mas pronto....estão perdoados. Cada organismo é diferente e o que interessa é que do linfoma, não há sinal positivo.


E com estas tão boas notícias fui almoçar com as meninas (Manuela, Lou e CristinaJ) ao ar livre, tal como ainda estou obrigada e foi maravilhoso. Parece que somos amigas de longa data e desta vez toda a gente se portou bem. Não sei explicar mas estes encontros fazem-me sempre renascer, sentir grata por estar viva, feliz.


Ainda não tirei os pontos dos sinais que me foram retirados, 9 na perna e 4 no peito, se estes pontos se convertessem em prémios quase de certeza que já havia ganho uma viagem ou assim....
Kiss Gigi