sábado, 20 de agosto de 2011

O último ano em Luanda

Em 1974, uma revolução em Lisboa apanha de surpresa centenas de milhares de portugueses que vivem em Angola. A partir desse dia inicia-se a derrocada imparável de uma sociedade inteira que, tal como um navio a afundar-se, está condenada à destruição e à ruína. Em escassos meses, trezentos mil portugueses são obrigados a largar tudo e a fugir, embarcando numa ponte aérea e marítima que marca o maior êxodo da história deste povo. Para trás ficam as suas casas, os carros e até os animais de estimação. Empresas, fábricas, comércio e fazendas são abandonados enquanto Luanda, a capital da jóia da coroa do império português, é abalada por uma guerra civil que alastra ao resto do território angolano. Três movimentos de libertação, cujos exércitos estavam derrotados a 25 de Abril de 1974, estão novamente activos e combatem entre eles pelo poder deixado vazio pelas Forças Armadas portuguesas. É neste cenário de total desorientação social e de insegurança generalizada que Nuno, um aventureiro que há anos atravessa os céus do sertão angolano no seu avião, Regina e o filho de ambos se movem, numa extraordinária luta para sobreviverem à violência diária, às perseguições políticas, às intrigas e traições que fazem de Luanda uma cidade desesperada. Esta é a história de coragem e abnegação de um casal surpreendido, tal como milhares de outros, num processo de degradação que se deve à recusa do Exército em defender os seus próprios compatriotas a favor de um movimento até há pouco inimigo, ao desinteresse dos políticos, à total incapacidade do governo de Lisboa para impor os termos de um acordo assinado no Alvor e constantemente violado em Angola e à intervenção militar das duas potências mundiais envolvidas numa guerra fria que é combatida por intermédio dos exércitos regionais.

Um dos melhores livros que li nos últimos tempos. Muito bem escrito, vê-se que o autor conhece o tema, mas não deixou de fazer as investigações necessárias para que pudesse contextualizar a história e ser fiel ao factos.

Acho que nunca tinha chorado a ler um livro, mas com este chorei, as lagrimas rolavam-me pela cara, porque este assunto afecta-me directamente.

Portanto, é um livro absolutamente obrigatório ler este livro.

Gigi

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Mais um encontro



Foi no passado domingo, dia 14 que mais uma vez nos reunimos para celebrar a vida.


Desta feira em À-dos-Loucos, numa maravilhosa quinta que uma amiga da Isalenca nos disponibilizou. Toda a organização da festa esteve a cargo da Isalenca e foi um sucesso.


Faltaram algumas das amigas, mas é perfeitamente compreensível, dado que estamos em período de férias, mas apareceram umas novas, que pelo menos eu não conhecia e foi muito divertido.


Escusado será dizer, que é para repetir.

Bjs.

Gi

sábado, 6 de agosto de 2011

As mulheres do meu pai

Faustino Manso, famoso compositor angolano, deixou ao morrer sete viúvas e dezoito filhos. A filha mais nova, Laurentina, realizadora de cinema tenta reconstruir a atribulada vida do falecido músico.
Em As Mulheres do Meu Pai, realidade e ficção correm lado a lado, a primeira alimentando a segunda. Nos territórios que José Eduardo Agualusa atravessa, porém, a ficção participa da realidade. As quatro personagens do romance que o autor escreve, enquanto viaja, vão com ele de Luanda, capital de Angola, até Benguela e Namibe. Cruzam as areias da Namíbia e as suas povoações-fantasma, alcançando finalmente Cape Town, na África do Sul.

Continuam depois, rumo a Maputo, e de Maputo a Quelimane, junto ao rio dos Bons Sinais, e dali até à ilha de Moçambique. Percorrem, nesta deriva, paisagens que fazem fronteira com o sonho, e das quais emergem, aqui e ali, as mais estranhas personagens.

As Mulheres do Meu Pai é um romance sobre mulheres, música e magia. Nestas páginas anuncia-se o renascimento de África, continente afectado por problemas terríveis, mas abençoado pelo talento da música, o sempre renovado vigor das mulheres e o secreto poder de deuses muito antigos.

Este livro chegou-me às mãos, porque era leitura obrigatória do curso do Jota. Adorei o livro, uma estória muito feliz, muito bem escrita, o autor tem um sentido de humor muito interessante.
Vale muito a pena ler.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A Rainha dos Malditos Vol. 2

O segundo volume de A Rainha dos Malditos surge com um carácter mais activo do que o primeiro. Depois do inesperado final do concerto do Vampiro Lestat, marcado pelo despertar de Akasha, a mãe de todos os vampiros, as personagens cujo percurso o leitor acompanhou, reúnem-se e desvendam os segredos e mistérios ancestrais que desde sempre têm atormentado a comunidade vampírica, enquanto Lestat é levado pela rainha como seu consorte.

Vampiros diferentes e de distintas gerações unem-se para entender a sua natureza, assim como para conceber um plano que trave a ameaça provocada pelo despertar da bela e temida Akasha. A lenda das gémeas é finalmente apresentada na sua totalidade e explicada, revelando-se um ponto fundamental na mitologia, uma vez que está directamente associada à origem do vampirismo.

Finalmente acabei de ler as aventuras do vampiro Lestat. Gostei bastante.


A verdade é que já terminei de ler este livro já há uns meses, mas ainda não tinha tido oportunidade de fazer aqui referência.



Gi

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Veigas e afins en Alentejo 23 a 25 Julho 2010 0001



Fez este fim de semana 1 ano que os Veigas e os seus emplastros se reuniram em terras do alentejo, para celebrar o 1º ancontro e até agora único (com muita pena minha) fim se semana em família.
Na altura fiz aqui referência, mas hoje descobri um video no youtube com um pouco desses momentos, aliás, um momento muito importante, a chegada dos patriarcas.

Há um outro com a celebração do aniversário da minha tia lena, que voi postar amanhã.

São momentos únicos e mégicos que tinham de ficar registados neste blog.

Gigi

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Corrida Marginal à noite


Sim, eu sei que já foi a algum tempo, mas não tenho tido oportunidade de fazer a actualização do meu blog.

Aqui fica a foto de quase todo o grupo que voluntariamente se vestiu com a nossa camisola para correr por uma causa.

Foi também uma óptima oportunidade para manter uma certa linha e poder usufruir de um passeio à noite, absolutamente maravilhoso, a marginal à noite, sem carros.

Se quiserem ver mais fotos, vão ao Facebook do Projecto Luz.

Beijinhos e até amanhã, que agora que estou de férias, tenho muito mais tempo e coisas para contar.

Gigi

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Corrida da Mulher 2011




No passado dia 29 de Maio foi assim, as minhas irmãs acompanharam-me nesta aventura de "correr" 5 km.


Obrigada por ajudarem a cumprir mais um objectivo e por continuarmos a fortalecer a nossa relação. Sem vocês não tinha sido possível chegar até aqui.


Gracias Gigi.