quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mataram o Sidónio


O assassínio do Presidente da República Sidónio Pais, ocorrido em 1918, é um mistério. Apesar de a polícia ter prendido um suspeito, este nunca foi julgado. A tragédia ocorreu quando Lisboa estava a braços com a pneumónica, a mais mortífera epidemia que atravessou o séc. XX e, ainda, na ressaca da Primeira Guerra Mundial. A cidade estava exaurida de fome e sofrimento. É neste ambiente magoado e receoso que Sidónio Pais é assassinado na estação do Rossio em Dezembro de 1918.
Francisco Moita Flores constrói um romance de amor e morte. Fundamentado em documentos da época, reconstrói o homicídio do Presidente-Rei, utilizando as técnicas forenses e que, de certa forma, continuam a ser reproduzidas em séries televisivas de grande divulgação sobre as virtualidades da polícia científica.
Os resultados são inesperados e Mataram o Sidonio é um verdadeiro confronto com esse tempo e as verdades históricas que ao longo de décadas foram divulgadas, onde o leitor percorre os medos e as esperanças mais fascinantes dessa Lisboa republicana que despertava para a cidade que hoje vivemos. E sendo polémico, é terno, protagonizado por personagens que poucos escritores sabem criar. Considerado um dos mestres da técnica de diálogo, Moita Flores provoca no leitor as mais desencontradas emoções que vão da gargalhada hilariante ao intenso sofrimento. Um romance que vem da História. Uma história única para um belo romance.


Li este livro no verão passado e gostei bastante, além de ser sobre a História de Portugal, tinha uns toques de policial, com um cheirinho a CSI. Gostei.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Tarde é Sua.












Hoje por volta das 15h40m estarei no Programa da Fátima Lopes, a Tarde é Sua, na TVI a falar sobre a minha experiência na luta contra o cancro e sobre o Projecto luz e o Movimento Partilha.


Assim que for possível disponibilizo o vídeo.


Gigi

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Wellcome to the 80's

Pois é dos anos 80 só mesmo a música, porque de resto, valha-me a nossa senhora, onde é que andavamos com a cabeça!!!!

Os penteados, as roupas, enfim.

Mas o motivo que me leva a escrever hoje aqui é porque parece que o nosso Portugalito, entrou numa máquina do tempo e parou novamente nos anos 80.

Do que é que eu estou a falar?

Então vejamos:

o FMI, está novamente em portugal. A taxa de desemprego disparou para valores semelhantes aos de então, a malta não tem dinheiro e os bancos não dão crédito. Já não dá para comprar casas e incentiva-se o arrendamento, o parque automóvel vai voltar a envelhecer, têm vindo a aumentar os roubos e assaltos a casas particulares e o mais chocante para mim é que voltei a ver pegas ( prostitutas) nas estradas a atacar.

Estou mais especificamente a falar do IC2, a estrada que vai de Alcoentre até Leiria acho eu, passadndo pela Venda das Raparigas ( lá está o nome diz tudo), Rio Maior, etc. Nessa estrada há muitos anos atrás viamos mulheres ali, o que era absolutamente degradante. No entanto nos últimos 10 anos, felizmente esta prática havia terminado.

No entanto, desde o anos passado, que voltei a ver este espetáculo degradante, o que me faz pensar que definitivamente regredimos entre 25/30anos.

Enfim é muito triste, o que fizeram do nosso Portugalito.

E termino como comecei, dos 80's só mesmo as músicas.
Gi

sábado, 20 de agosto de 2011

O último ano em Luanda

Em 1974, uma revolução em Lisboa apanha de surpresa centenas de milhares de portugueses que vivem em Angola. A partir desse dia inicia-se a derrocada imparável de uma sociedade inteira que, tal como um navio a afundar-se, está condenada à destruição e à ruína. Em escassos meses, trezentos mil portugueses são obrigados a largar tudo e a fugir, embarcando numa ponte aérea e marítima que marca o maior êxodo da história deste povo. Para trás ficam as suas casas, os carros e até os animais de estimação. Empresas, fábricas, comércio e fazendas são abandonados enquanto Luanda, a capital da jóia da coroa do império português, é abalada por uma guerra civil que alastra ao resto do território angolano. Três movimentos de libertação, cujos exércitos estavam derrotados a 25 de Abril de 1974, estão novamente activos e combatem entre eles pelo poder deixado vazio pelas Forças Armadas portuguesas. É neste cenário de total desorientação social e de insegurança generalizada que Nuno, um aventureiro que há anos atravessa os céus do sertão angolano no seu avião, Regina e o filho de ambos se movem, numa extraordinária luta para sobreviverem à violência diária, às perseguições políticas, às intrigas e traições que fazem de Luanda uma cidade desesperada. Esta é a história de coragem e abnegação de um casal surpreendido, tal como milhares de outros, num processo de degradação que se deve à recusa do Exército em defender os seus próprios compatriotas a favor de um movimento até há pouco inimigo, ao desinteresse dos políticos, à total incapacidade do governo de Lisboa para impor os termos de um acordo assinado no Alvor e constantemente violado em Angola e à intervenção militar das duas potências mundiais envolvidas numa guerra fria que é combatida por intermédio dos exércitos regionais.

Um dos melhores livros que li nos últimos tempos. Muito bem escrito, vê-se que o autor conhece o tema, mas não deixou de fazer as investigações necessárias para que pudesse contextualizar a história e ser fiel ao factos.

Acho que nunca tinha chorado a ler um livro, mas com este chorei, as lagrimas rolavam-me pela cara, porque este assunto afecta-me directamente.

Portanto, é um livro absolutamente obrigatório ler este livro.

Gigi

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Mais um encontro



Foi no passado domingo, dia 14 que mais uma vez nos reunimos para celebrar a vida.


Desta feira em À-dos-Loucos, numa maravilhosa quinta que uma amiga da Isalenca nos disponibilizou. Toda a organização da festa esteve a cargo da Isalenca e foi um sucesso.


Faltaram algumas das amigas, mas é perfeitamente compreensível, dado que estamos em período de férias, mas apareceram umas novas, que pelo menos eu não conhecia e foi muito divertido.


Escusado será dizer, que é para repetir.

Bjs.

Gi

sábado, 6 de agosto de 2011

As mulheres do meu pai

Faustino Manso, famoso compositor angolano, deixou ao morrer sete viúvas e dezoito filhos. A filha mais nova, Laurentina, realizadora de cinema tenta reconstruir a atribulada vida do falecido músico.
Em As Mulheres do Meu Pai, realidade e ficção correm lado a lado, a primeira alimentando a segunda. Nos territórios que José Eduardo Agualusa atravessa, porém, a ficção participa da realidade. As quatro personagens do romance que o autor escreve, enquanto viaja, vão com ele de Luanda, capital de Angola, até Benguela e Namibe. Cruzam as areias da Namíbia e as suas povoações-fantasma, alcançando finalmente Cape Town, na África do Sul.

Continuam depois, rumo a Maputo, e de Maputo a Quelimane, junto ao rio dos Bons Sinais, e dali até à ilha de Moçambique. Percorrem, nesta deriva, paisagens que fazem fronteira com o sonho, e das quais emergem, aqui e ali, as mais estranhas personagens.

As Mulheres do Meu Pai é um romance sobre mulheres, música e magia. Nestas páginas anuncia-se o renascimento de África, continente afectado por problemas terríveis, mas abençoado pelo talento da música, o sempre renovado vigor das mulheres e o secreto poder de deuses muito antigos.

Este livro chegou-me às mãos, porque era leitura obrigatória do curso do Jota. Adorei o livro, uma estória muito feliz, muito bem escrita, o autor tem um sentido de humor muito interessante.
Vale muito a pena ler.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A Rainha dos Malditos Vol. 2

O segundo volume de A Rainha dos Malditos surge com um carácter mais activo do que o primeiro. Depois do inesperado final do concerto do Vampiro Lestat, marcado pelo despertar de Akasha, a mãe de todos os vampiros, as personagens cujo percurso o leitor acompanhou, reúnem-se e desvendam os segredos e mistérios ancestrais que desde sempre têm atormentado a comunidade vampírica, enquanto Lestat é levado pela rainha como seu consorte.

Vampiros diferentes e de distintas gerações unem-se para entender a sua natureza, assim como para conceber um plano que trave a ameaça provocada pelo despertar da bela e temida Akasha. A lenda das gémeas é finalmente apresentada na sua totalidade e explicada, revelando-se um ponto fundamental na mitologia, uma vez que está directamente associada à origem do vampirismo.

Finalmente acabei de ler as aventuras do vampiro Lestat. Gostei bastante.


A verdade é que já terminei de ler este livro já há uns meses, mas ainda não tinha tido oportunidade de fazer aqui referência.



Gi