segunda-feira, 5 de março de 2012

Por ti Resistirei e os Retornados



Carlos e Nicole conheceram-se nas ruas de Paris. As tropas alemãs avançavam em passo forte e determinado, mas todos acreditavam que a capital francesa estava a salvo da loucura de Adolf Hitler. Enganavam-se. Em poucas semanas, as tropas nazis estavam às portas de Paris e milhares de refugiados procuravam salvação. Nicole encontrou-a em Bordéus pelas mãos do embaixador Aristides de Sousa Mendes que lhe entregou um visto para chegar até Portugal, onde finalmente cairia nos braços do seu amado. Longe da guerra, longe do perigo, longe do estigma de ser judia, seria finalmente feliz. Mas há preconceitos que são difíceis de quebrar e mais uma vez os dois amantes são obrigados a seguir caminhos diferentes. Carlos fica em Lisboa, entre os negócios do pai, um homem influente na sociedade salazarista e a doença da mãe. Nicole parte para Londres, uma cidade que vive dias dramáticos sob a ameaça de ser bombardeada pela aviação alemã. Participa no esforço de guerra da melhor forma que sabe, vestindo a farda de enfermeira, pondo em risco a sua vida para ajudar os outros. Na esperança de conseguir esquecer Carlos. Contudo no meio dos escombros da Segunda Guerra Mundial há um amor capaz de resistir a tudo.»



Acabei de ler este livro, que me foi oferecido pela minha irmã Catarina. Já tinha lido o outro livros dele, Os Retornados.




Gostei, acho que o autor cresceu, mas não deixa de ser um livro muito light. Graças a este livro, embarquei agora num novo tema, a II Guerra Mundial




Quanto ao livro, Os Retornados, adorei. Foi mais um dos livros que li sobre este tema da migração em massa dos Portugueses que viviam nas ex-colónias e sobre a ponte aerea. os pormenores do romamce, passaram-me um bocado ao lado, o que me interessou verdadeiramente, foi as memórias do autor sobre o assunto.






Outubro, 1975. Quando o avião levantou voo deixando para trás a baía de Luanda, Carlos Jorge tentou a todo o custo controlar a emoção. Em Angola deixava um pedaço de terra e de vida. Acompanhado pela mulher e filhos, partia rumo ao desconhecido. A uma pátria que não era a sua. Joana não ficou indiferente ao drama dos passageiros que sobrelotavam o voo 233. O mais difícil da sua carreira como hospedeira. No meio de tanta tristeza, Joana não conseguia esquecer o olhar firme e decidido de Carlos Jorge. Não percebia porquê, mas aquele homem perturbava-a profundamente. Despertava-a para a dura realidade da descolonização portuguesa e para um novo sentimento que só viria a ser desvendado vinte anos mais tarde. Foram milhares os portugueses que entre 1974 e 1975 fizeram a maior ponte área de que há memória em Portugal. Em Angola, a luta pelo poder dos movimentos independentistas espalhou o terror e a morte por um país outrora considerado a jóia do império português. Naquela espiral de violência, não havia outra solução senão abandonar tudo: emprego, casa, terras, fábricas e amigos de uma vida.

sábado, 3 de março de 2012

O Movimento Partilha já tem blog












No passado dia 4/Fev, decidimos criar um blog, para podermos divulgar a nossa actividade.



Convido-vos a visitar e a deixarem os vossos comentarios.


http://movpartilha.blogspot.com/

Gi

sexta-feira, 2 de março de 2012

50/50 - Trailer



Tenho de partilhar este filme que vi, o titulo é 50/50.

Um filme que fala sobre um jovem que recebe um diagnóstico de cancro e tem 50% de hipoteses de ficar bom.

O filme está muito giro, pois aborda o tema do cancro de uma forma leve, com sentido de humor, preparem-se para umas boas gargalhadas.

Mas mostra principalmente que ninguém sofre de cancro sozinho e a família e amigos também "ficam doentes".

Recomendo.

Gi

quinta-feira, 1 de março de 2012

Dar vida ao blog

Não tenho escrito nada aqui no blog, nos últimos meses.

Talvez por causa do Fb, talvez porque felizmente tenho estado muito bem de saúde...

Seja lá por que motivos for, a verdade é que este cantinho tem estado um bocadinho ao abandono, mas isso acabou.

Decidi registar os livros que tenho lido, e talvez filmes que venha a ver e que goste e quem sabe, pode ser que possa escrever outras coisas.

Gigi

COMER, ORAR e AMAR



Aqui fica o registo do Filme, para mais tarde recordar.

Claro que o Livro é muito melhor, fiquei um bocado desiludida com o filme, mas pronto.

Comer, Orar e Amar








Li este livro, durante a nossa viagem à República Dominicana, gostei, acho o livro ideal para ler numa viagem. Até comprei uma edição de bolso, para ler no avião. O livro é simpático e até o li um bocado mais à pressa, para ver o filme, assim que chegassemos.



Número 1 do The New York Times durante mais de um ano, mais de 5 milhões de cópias a circular por todo o mundo e recomendado pela comunidade de leitores da Oprah Winfrey, é obra! E a obra de Elizabeth Gilbert é digna de se ler e de reler sempre que sentir a necessidade de se auto-motivar, de encontrar sentido no meio do caos.
Uma história verídica, o livro “Comer, Orar, Amar” relata o ano sabático que a escritora e jornalista americana, Elizabeth Gilbert, deu a si própria depois de aos 30 anos ter renunciado à sua vida “perfeita” nos subúrbios de Nova Iorque onde tinha a casa dos seus sonhos, um apartamento em Manhattan e um marido que achava que amava. Foi o divórcio tumultuoso, o falhanço de uma nova relação amorosa e uma depressão iminente que “obrigaram” Elizabeth a fazer uma pausa na sua vida e partir à descoberta de si própria, da sua felicidade e de um novo sentido para a sua existência.
O que se seguiu? Um ano a viajar sozinha onde, para começar, entregou-se aos prazeres da gastronomia italiana, depois às orações e meditações de um ashram indiano e, por fim, reencontrou a paz, o equilíbrio e o amor em terras indonésias.
Comer em Itália, orar na Índia e amar na Indonésia – foram quatro meses em cada país e o livro, que está dividido precisamente em três partes, é o relato detalhado e profundo de uma mulher que teve a força para mudar a sua vida e renascer quando tudo à sua volta parecia indicar o fim do seu mundo.
Com o passar de cada página, temos o privilégio de acompanhar a aventura inesquecível de Elizabeth Gilbert através de uma escrita pessoal, comovente e, por vezes, hilariante. Vale a pena ler!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mataram o Sidónio


O assassínio do Presidente da República Sidónio Pais, ocorrido em 1918, é um mistério. Apesar de a polícia ter prendido um suspeito, este nunca foi julgado. A tragédia ocorreu quando Lisboa estava a braços com a pneumónica, a mais mortífera epidemia que atravessou o séc. XX e, ainda, na ressaca da Primeira Guerra Mundial. A cidade estava exaurida de fome e sofrimento. É neste ambiente magoado e receoso que Sidónio Pais é assassinado na estação do Rossio em Dezembro de 1918.
Francisco Moita Flores constrói um romance de amor e morte. Fundamentado em documentos da época, reconstrói o homicídio do Presidente-Rei, utilizando as técnicas forenses e que, de certa forma, continuam a ser reproduzidas em séries televisivas de grande divulgação sobre as virtualidades da polícia científica.
Os resultados são inesperados e Mataram o Sidonio é um verdadeiro confronto com esse tempo e as verdades históricas que ao longo de décadas foram divulgadas, onde o leitor percorre os medos e as esperanças mais fascinantes dessa Lisboa republicana que despertava para a cidade que hoje vivemos. E sendo polémico, é terno, protagonizado por personagens que poucos escritores sabem criar. Considerado um dos mestres da técnica de diálogo, Moita Flores provoca no leitor as mais desencontradas emoções que vão da gargalhada hilariante ao intenso sofrimento. Um romance que vem da História. Uma história única para um belo romance.


Li este livro no verão passado e gostei bastante, além de ser sobre a História de Portugal, tinha uns toques de policial, com um cheirinho a CSI. Gostei.