
Fez ontem 2 semanas que a nossa querida amiga Aida partiu. A Aida, lutou com todas as suas forças contra esta doença merdosa, havemos de relembrar-te sempre e recordar as tuas covinhas. Descansa em paz amiga.
Também ontem fez duas semanas que vim para casa, ou seja no dia 8 de Janeiro tive uma óptima notícia e uma péssima. Parece que as coisas na minha vida acontecem sempre assim, uma espécie de equilibrio idiota.
Bom, recordando esse momento maravilhoso que foi vir para casa vou contar-vos como tudo se passou:
Acordei nessa manhã com uma angustia tremenda, com falta de ar, com um peso no peito. Chamei a enfermeira e disse-lhe que queria falar com o médico, pois queria ir para casa. Não tinha febre, sentia-me bem, já tinha a porta aberta há 2 dias e já não aguentava lá estar. Disse, inclusive, que se não me dessem alta, iria na mesma para casa, sob a minha responsabilidade. Já chegava, não aguentava mais.
Naturalmente, que me foi dada alta e foi com uma alegria tremenda que fui em primeiro lugar para a casa da minha mãe (por causa da Matilda) e 3 dias depois vim finalmente para minha casa.
Como é bom estar em casa, tinha tantas saudades do João e da Matilda, tinha saudades de dormir abraçadinha com o João, tinha saudades de ouvir a Matilda ladrar quando alguém se aproxima da nossa porta, tinha saudades do cheiro da minha roupa, do cheiro da minha casa.
Mas nem tudo são rosas, um dos efeitos do auto-transplante é uma terrivel dormência nas mãos e nos pés que me impedem de fazer quase tudo, não consigo abrir uma garrafa, não consigo cortar a minha comida, nem abrir o0 gel de banho, nem andar sem tropeçar mil vezes. Mas estou feliz, porque sei que é tudo passageiro, mais mês, menos mês, vai passar e poderei fazer todas essas coisas. Por isso também não tenho vindo aki, pois custa-me a teclar, mas hoje fiz um esforço, porque achei que voçês mereciam.
Desde que tive alta, já fui 2 vezes ao hospital para fazer análises ao sangue, está tudo a correr bem, devagarinho os valores vão subindo e já posso sair á rua sem máscara. No entanto ainda não posso ir a sítios com muita gente tipo supermercados, cinemas, restaurantes, nem receber muitas visitas. Claro que os meus pais e os meus irmãos já cá vieram, tal como a minha sogra, coitada que veio para aqui cozinhar na primeira semana, e nada de mal me aconteceu.
Mas estou ciente que é preciso ter muito cuidado e por isso não tenho saido de casa para não me constipar. É preciso também ter alguns cuidados com a alimentação e higiene, mas está tudo a correr muito bem como diz o meu médico.
Aproveito para mandar uma beijoca ao Fernando, que parece que finalmente vai fazer o auto-transplante e uma beijoca para todos voçês que tanto me têm ajudado com as vossas mensagens.
Beijocas da Gigi renovada.