
.....e aparentemente os doentes oncológicos também não.
Há dias vi uma reportagem muito interessante, sobre o sexo e os doentes oncológicos. Na peça médicos reconheciam que de facto, na área da sexologia os doentes oncológicos não eram acompanhados. É de facto uma grande falha.
Pois como é natural, após um diagnóstico de cancro, muitos casais passam por uma fase de total abstinência, ou quase total. É a depressão associada, é a medicação, que muitas vezes inibe a líbido quase totalmente, são as dores etc.
Depois há toda uma falta de auto-estima, associada à imagem. Quando o cabelo começa a cair ou quando por exemplo as mulheres passam por uma mastectomia radical (falo das mulheres, porque não conheço homens com doenças oncológicas), os cateres, as biopsias, tudo coisas que deixam marcas no corpo e ainda maiores na alma (ou psique).
E apesar de já haver muitos hospitais com acompanhamento psicológico, psiquiatrico e até mesmo de assistentes sociais, não me recordo de alguma vez me terem perguntado:
Como vai a sua vida sexual?
Compreendo que têm de existir prioridades, que em primeiro lugar se tenha de tentar travar a doença, mas como disse um dos médico e muito bem, estamos a tratar pessoas e não doenças. Logo o sexo é parte fundamental da vida de uma pessoa, tal como comer, beber, etc.
Após tratamento de quimioterapia, é frequênte, as mulheres sofrerem de falta de líbido, de falta de lubrificação e até alguns músculos do sistema reprodutor (chamemos-lhe assim) ficarem um bocadinho em baixo de forma. É necessário falar abertamente com o médico assistênte, para que este possa encaminhar o caso para um especialista.
Por vezes, a susbtituição de alguma medicação, pode ser o suficiênte para que a coisa melhore, mas pode ser necessário, ter que se admnistar alguma outra ajuda.
É necessário também que o casal, encontre a intimidade suficiente para que possa resolver os seus problemas, sim porque o facto de a mulher não ter cabelo, não significa que seja menos sexy. Isso são coisas da nossa cabeça, que podem e devem ser trabalhadas.
Cabe a todas nós, exigir o nosso direito de uma sexualidade saudavel e se para isso tivermos de falar abertamente com alguém, devemos faze-lo sem receio.
Sim, porque se já vencemos um cancro, vale a pena trabalharmos para ter uma vivência em todo o seu esplendor.
Bjs.
Gigi- a sexologa
Há dias vi uma reportagem muito interessante, sobre o sexo e os doentes oncológicos. Na peça médicos reconheciam que de facto, na área da sexologia os doentes oncológicos não eram acompanhados. É de facto uma grande falha.
Pois como é natural, após um diagnóstico de cancro, muitos casais passam por uma fase de total abstinência, ou quase total. É a depressão associada, é a medicação, que muitas vezes inibe a líbido quase totalmente, são as dores etc.
Depois há toda uma falta de auto-estima, associada à imagem. Quando o cabelo começa a cair ou quando por exemplo as mulheres passam por uma mastectomia radical (falo das mulheres, porque não conheço homens com doenças oncológicas), os cateres, as biopsias, tudo coisas que deixam marcas no corpo e ainda maiores na alma (ou psique).
E apesar de já haver muitos hospitais com acompanhamento psicológico, psiquiatrico e até mesmo de assistentes sociais, não me recordo de alguma vez me terem perguntado:
Como vai a sua vida sexual?
Compreendo que têm de existir prioridades, que em primeiro lugar se tenha de tentar travar a doença, mas como disse um dos médico e muito bem, estamos a tratar pessoas e não doenças. Logo o sexo é parte fundamental da vida de uma pessoa, tal como comer, beber, etc.
Após tratamento de quimioterapia, é frequênte, as mulheres sofrerem de falta de líbido, de falta de lubrificação e até alguns músculos do sistema reprodutor (chamemos-lhe assim) ficarem um bocadinho em baixo de forma. É necessário falar abertamente com o médico assistênte, para que este possa encaminhar o caso para um especialista.
Por vezes, a susbtituição de alguma medicação, pode ser o suficiênte para que a coisa melhore, mas pode ser necessário, ter que se admnistar alguma outra ajuda.
É necessário também que o casal, encontre a intimidade suficiente para que possa resolver os seus problemas, sim porque o facto de a mulher não ter cabelo, não significa que seja menos sexy. Isso são coisas da nossa cabeça, que podem e devem ser trabalhadas.
Cabe a todas nós, exigir o nosso direito de uma sexualidade saudavel e se para isso tivermos de falar abertamente com alguém, devemos faze-lo sem receio.
Sim, porque se já vencemos um cancro, vale a pena trabalharmos para ter uma vivência em todo o seu esplendor.
Bjs.
Gigi- a sexologa